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domingo, 3 de junho de 2018

Dez coisas fundamentais sobre «o pessoal do Porto»

Como todas as cidades que vale a pena visitar – e onde vale a pena viver – o Porto tem as suas «singularidades», o seu sotaque, os seus hábitos, a sua maneira de conduzir o automóvel, as suas figuras emblemáticas, os seus aromas ou os seus interditos (que são sempre importantes). Mesmo para um português não é fácil definir nem a cidade, nem os portuenses.
A tradição manda dizer que eles são alegres, espontâneos, bairristas, acolhedores, afáveis e descontraídos. Que prezam muito uma boa anedota, especialmente se for sobre Lisboa (aquela cidade mais abaixo no mapa). Que gostam de festae que raramente a traduzem por party. Que gostam de comer e de partilhar a comida. Que enfrentam as dificuldades com energia.
Bom. A tradição também manda dizer – embora apenas entre portuenses, e em voz baixa, como se fosse uma confidência entre gente da mesma família – que podem ser o contrário de tudo isso.

  1. A primeira coisa: os portuenses são mesmo bons. Ou seja, que são os melhores. Em quase tudo. A melhor obra de Eiffel, por exemplo, está no Porto (há aquela torre em Paris, sim, uma tentativa bem conseguida). Os portuenses são tão bons e tão «os melhores» que apreciam muitas coisas que vêm de fora – e de que logo se apropriam – porque houve uma distração as fez nascer noutro lado qualquer.
  1. Falam alto. Esta ideia é verdadeira de vez em quando, mas não traduz nenhuma indelicadeza ou falta de urbanidade. Pelo contrário: os portuenses não só acham que os visitantes têm dificuldades de audição, como também gostam de lembrar que não têm receio de dizerem o que pensam em voz alta. Alguns exageram – puro excesso de simpatia e cordialidade. Há quem diga que há um sotaque do Porto (no fundo, trata-se de uma forma extremamente musical de falar o português), o que também inclui uma grande variedade de palavrões de grande utilidade. Não tente imitar. Seja cuidadoso.